quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A Tirania dos Cabelos Brancos!

Acredito que isso deveria ser uma opção de cada mulher, assim como ela opta com que sapato vai usar ou qual roupa vai vestir.
Quando a gente chega à década dos quarenta/cinquenta como eu e decide que vai se dar um tempo e permitir que os cabelos brancos apareçam livremente, as pessoas de nosso convívio ficam espantadas, perguntam o que está acontecendo, porque deixar os cabelos ficarem grisalhos, porque não pintar, etc e tal. No meu caso, só sossegaram quando dei a desculpa que estava com um tratamento hormonal em andamento e que não poderia usar tinturas por uns tempos.
Meus cabelos foram ficando grisalhos, de uma maneira bem interessante, bem espalhados, de modo que agora, de castanha estou acinzentada...e tranquila.
Nada contra os produtos de beleza. Acho até que, quando enjoar de me ver assim coloco um avelã bem legal, para parecer uma irlandeza. Mas por enquanto, estou gostando de me ver assim.
O que traz o assunto dos cabelos grisalhos é o preconceito que o povo em geral tem com relação a isso, atribuindo inclusive limitações físicas, intelectuais e emocionais à pessoa que os possue.
Se você estiver com uma criança pequena, a primeira pergunta que vai ouvir é se ela(e) é sua(eu) neta(o). Aí você explica que não, que é sua(eu) filha(o) e vê uma expressão de dúvida no rosto da pessoa.
Sua capacidade de gerenciar coisas é questionada imediatamente, quando você se apresenta com este visual.
No entanto, vejo uma série de jovens, passando algum tipo de descolorante nas pontas dos cabelos, para deixá-los parecidos com um caroço velho e seco de manga! Estariam eles nos copiando?
Optar por manter os cabelos grisalhos para mim foi também uma forma de dizer que sou assim, queiram os outros ou não. Aceitem-me, pois sou grisalha...e ainda detenho minhas capacidades mentais em dia.Não dependo da tintura X ou Y para provar que posso amarrar meus sapatos ainda ou tomar sopa sem derramar do prato.
Atitude.
Acho que é isso que a pessoa precisa para manter os grisalhos.
Atitude segura, não tremer nas bases quando começarem as chantagens emocionais por parte dos parentes e amigos.
Descanso meus pobres fios de cabelo para quando, em um momento de nova rebeldia, eu vir a pintá-los de verde!

Um comentário:

Iliane disse...

é verdade mesmo..a gente vive a tirania da tv..da aprência...mas..falando o que penso..eu ainda quero pintar por um bom tempo os meus cabelos brancos!!!!ainda não me sinto e me vejo com os ditos cujos..rsss..bjus

Marcadores

abobrinha acrílico açúcar mascavo Aeronáutica alcachofra Alemanha almôndegas Altamiro Carrilho Alzheimer amigos amora animações animais aniversário Ano Novo anos 60 antroposofia Aparecida aposentados arroz artes plásticas artesanato Áustria aveia avelãs azeite bacalhau bairro bananas barbante Barbara Fürstenhöfer batatas Bienal do Livro SP bifum bijuteria biscoitos biscouit bolinhas bolinhos bolos bombons boneca brinquedos Bruce Buche de Noel café capas casinha de bonecas casinhas de papelão castanhas catupiry CD cenoura cerâmica chantily charges cheesecake chocolate chorinho chuchu chuvas de verão cidade cinema clima Clube da Aeronáutica (RJ) coalhada coco cogumelos colar comida caseira compotas condomínio confeitaria confeitos contos de fadas coragem coral corrida de São Silvestre costura cotidiano cremes CRFA crianças cristãos crochê crônica culinaria culinária culinária. livros cultura Cunha cupuaçu damascos decoração Dengue desenhos dia de reis dicas doces docinhos documentos educação empadas Encontro QFO enfeites entrada ervas escultura FAB familia família farinha farinha integral feltro festas fitas flores fonoaudiologia forno foto fotos antigas framboesa frango frituras frutas frutas cristalizadas frutas secas frutos do mar Fundação Casper Líbero ganache gatos gelados gelatina geléia genealogia glacê real golpes grãos gratinado gratinados groselha guaraná guirlanda Helena Sangirardi História histórias idéias para festas idoso imaginação imigrantes imitação. inspiração intercâmbios interior inverno iogurte Japão Jesus Julia Child lanches laranja latex legumes leite lembrancinha liquidificador livros Lua Azul lula macarrão macarrão. cogumelo maçãs mães maisena marshmallow massa biscuit massa folhada massas massas salgados melão mexerica mexilhão miçangas militares mirtilo mocidade moda modelagem molhos Mômo morango mousse mulheres mulheres militares mundo música nata natal natureza nostalgia nozes Olgas Olimpíadas do Rio2016 orgânicos orquideas outono ovos paçoquinha paella pães palmito pão pão de mel pão-de-ló papelão Páscoa passas passatempos passeios pasta americana pastel pastelão pavê pedrarias peixes Pentecostes pesquisa pets Pinacoteca pintura pinturas pirulito pizza polvo pôr-do-sol Portugal Praça Benedito Calixto pratos etnicos presentes primavera professor professores profissionalismo psicologia pudim QFO queijo radio recheios reciclagem reclamação reflexões debaixo do pé de couve refogados reformas reserva resina restauração. retalhos retro ricota Rio de Janeiro rocambole rocamboles rosas roubo sacolinhas saladas salgados salmão salsinha São Paulo sapateira sashimi Sebastian seriados sites sobremesas soja sopa instantânea sorvetes spam stollen strudell suco artificial suflê sujeira supermercado suspiro tâmaras tapete tapioca tecidos terremotos torta tortas trânsito trigo TV uvas vapor vegetais vestido viagem vida na caserna vila inglesa vintage virus vizinhança vôngole voz Waldorf wassabi

Total de visualizações de página