domingo, 27 de setembro de 2015

Meu querido Bruce morreu.

Ele foi um membro querido da família, meu companheiro fiel por 20 anos de sua curta vida, o menino que conquistava o coração de todos os que vinham em casa, mesmo quem não gostava a princípio de gatos.
Ele era um gatinho tranquilo, bom julgador de caráter humano (quando ele ficava desconfiado ou fazia "boquinha" pra alguém era certeza de eu ter problemas com aquela pessoa posteriormente).
Meu sobrinho Gabriel um dia me ligou da casa de seu avô Erich e me pediu para "ficar com seu gato, porque ele viria embora e não tinha como levá-lo"(na verdade, ele acabara de encontrá-lo na garagem do prédio e ficou com dó do bichinho)."-Mas, Gabi, eu já tenho três gatas!". "-Ah, fica vai! Ele vai ficar sozinho!". "-Tá bom, que cor é o gatinho?". "-Ele é meio verde". "-Verde?!Tá, pode trazer". E ele apareceu com um filhotinho rajadinho todo arrebentado, pulguento, com carrapatos, com diarreia e falhas no pelo. Eu estava sentada no chão da cozinha, arrumando o armário da pia, quando eles entraram com o gatinho, que veio "rosnando" direto para meu colo, se aninhou e soltou uma borrifada. Bem, eu fui aceita como sua mãe! Dei-lhe um banho, catei as pulgas e carrapatos e o alimentei. O veterinário disse que "talvez" ele sobrevivesse e lhe prescreveu antibióticos. Quinze dias depois lá estava ele, correndo pelo apartamento, atazanando a vida das outras três gatas mais velhas - Gorda, Mimi e Suzana. Logo estabeleceu-se uma relação hierárquica entre os quatro, sendo que a avó ficou sendo a siamesa Suzana, sua vítima favorita de encurralar a Mimi e a Gorda ficou na companhia, meio indiferente.
Bruce Lee da Silva - recebeu este nome por causa de seus saltos e gemidinhos!
Sobreviveu à vida das outras - Mimi desapareceu após um incidente em casa, em que deixaram a porta aberta e tivemos que levar meu ex-marido para o hospital às pressas; Suzana era renal e morreu aos 21 anos e Gorda alguns anos depois com 17, também por complicações renais.
Bruce era renal também. Mudamos a ração mas ele vomitava - assim como Suzana com a ração para gatos renais- passamos a acompanhar no veterinário e vez ou outra era feita diálise. Aos poucos, as aplicações de soro subcutâneo foram aumentando em quantidade, o apetite diminuindo, até que ele ficou caquético e mesmo com a ração pastosa especial deixou de comer.
Eu o amava e ainda o amo. É doloroso para mim chegar em casa e não o encontrar no sofá ou em minha cama, enroladinho. Mas, como disse a veterinária Thelma, os gatos são animais altivos, se não estão bem se isolam e sofrem em silêncio.
Meu querido amigo morreu no dia 16 de setembro de 2015 aos 20 anos.
Ele foi, curiosamente, meu segundo gato rajado cinza, o vira-latinha de telhado. O primeiro se chamava Tumánho, era rajado e me seguia a todo lugar, como um cão de guarda. Eu costumava brincar que o Bruce era a reencarnação do Tumánho, pois ambos grudaram em mim como se eu fosse sua mãe ou irmã, confiando-me seus nobres corações.
Quem não gosta de gatos, eu nem vou tentar convencer pois é perda de tempo, mas quem gosta de animais de maneira geral vai compreender o amor que eles nos oferecem durante suas curtas vidas, incondicionalmente. Sim, gatos são amorosos também, embora não gostem de demonstrar isso com qualquer pessoa. Se você é uma destas pessoas eleitas por um gato para ser sua família, parabéns! Eles escolhem muito bem, não por interesse (eles se viram bem sozinhos) mas porque gostaram de você.
Que ele esteja bem no lugar em que estiver.

domingo, 16 de agosto de 2015

Árvore Genealógica: o indivíduo, a família e as relações

Cerca de um mês atrás recebi o telefonema de minha prima em segundo grau, Maria Clara Neumann, que me informava ter tido contato com um nosso jovem primo (3.o grau), Fernando Wezel Neumann, muito empenhado em pesquisar sobre nossa família e sua árvore. Como era um antigo projeto meu também trocamos idéias por telefone e iniciamos as pesquisas em alguns sites de genealogia.
Se vocês tiverem curiosidade e interesse neste assunto, aqui vão algumas dicas, que recebi do senhor Becari, que é mórmon e também chefe escoteiro:
  • Procure conversar com os mais antigos membros de sua família, anote nomes, datas, locais, fotos, cartas, certidões, documentos antigos;
  • Caso saiba o local onde seus antepassados estão sepultados, procure nos cemitérios as datas de nascimento e morte. O serviço funerário em S.Paulo tem um departamento na Rua da Consolação, onde é possível solicitar cópias de certidões de óbito. Nestas certidões estão contidas informações como local e data de nascimento e morte e filiação. Muitas pessoas as procuram para solicitar cidadania estrangeira.
  • O Arquivo Nacional, localizado próximo à Estação Tietê do metrô (SP), tem registros dos imigrantes que chegaram no século XIX pelo porto de Santos até a Pousada dos Imigrantes. O site do Museu da Imigração trás alguma coisa digitalizada de seus livros, porém muito se perdeu por falta de cuidado. Mas vale a visita: http://museudaimigracao.org.br/acervodigital/livros.php http://www.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=168
  • O site GEDBAS trás informações muito detalhadas sobre a região da Serbia, Hungria, Alemanha, Romenia, de antes da II Guerra Mundial. Os registros tem links que ligam o indivíduo aos seus pais, cônjuges e filhos. Basta inserir o nome, sobrenome e cidade na caixa de pesquisa, que será mostrada uma lista com os possíveis indivíduos. Aí então é só diversão: é contagiante a pesquisa e vamos retornando a até nove gerações facilmente!
          http://www.gedbas.de/





  • Se você já tiver alguns dados e quiser construir sua árvore de família, um site bem bacana é o MyHeritage : http://www.myheritage.com.br . É possível trabalhar online ou se preferir pode-se baixar o programa e trabalhar no seu computador, offline.

terça-feira, 2 de junho de 2015

2 de junho de 2015

Eu dei um tempo com o blog, como pode ser percebido pela última postagem. O tal do Facebook nos absorve e fica mais fácil postar ali, por seu conteúdo rápido.
Mas blogueira que gosta de escrever não desiste e volta à ativa.
Voltei a "ser gente", deixei o cargo de síndica e posteriormente de conselheira fiscal, após completar com sucesso minha missão. E agora que estou somente como "consultora para as horas de aperto", o que me sobra bastante tempo para escrever.
Emagreci bastante, fiz academia e controle de alimentação. A saúde em ordem, conforme a idade manda.
Artesanato está de lado e desenho e pintura muito pouco ou nada.
A culinária eu vou retornando agora que chegou o outono, minha estação preferida, com bastante cuidado para não engordar novamente.
Massa caseira
Sem segredos, para cada 100 g de farinha de trigo acrescente 1 gema e se necessário, se ficar duro, corrija com outra gema ou com um pouco de água salgada. Faça um montinho de farinha na pia, abra uma cova e despeje as gemas, amassando. Depois abra a massa com a máquina e se não tiver abra com o rolo bem fininha, enrole como um rocambole e corte tirinhas da largura que quiser. Cozinhe em água salgada por 10 minutos no máximo e sirva com seu molho.
Refogue pedacinhos de frango (peito ou sobrecoxa), pimentões verdes e vermelhos e cebola, cortados como para frango xadrez. Ao final coloque um punhado de cheiro-verde e sal. Regue com azeite e coloque sobre macarrão penne cozido. Comida de República!
Bolo Gelado de Coco
Faça a sua receita de bolo simples, com 3 ovos separados, 1 e 1/2 xíc. (chá) de açúcar, 2 xíc. (chá) de farinha de trigo, 1/2 xíc. (chá) de óleo ou 3 colheres (sopa) de manteiga, 1 xíc. (chá rasa) de leite morno, essência de baunilha e 1 colher (sobremesa) de fermento em pó. Forno médio, 40 minutos. Enquanto assa o bolo, faça a calda: 400 ml de leite + 1 vidrinho de leite de coco + 4 col.(sopa) de açúcar =>ferva rapidamente e jogue sobre o bolo assado, ainda quente e furado com garfo. Sobre o bolo coloque 100 g de coco ralado fresco ou flocos de coco reidratado. Cubra com papel laminado e leve para gelar, de preferência até o dia seguinte, e corte em quadradinhos.

Torta de maçãs feita com a massa de pastel da feira, que vai forrar a forma untada. O recheio é: 3 maçãs grandes descascadas e cortadas em gomos (deixadas de molho em água com limão até a hora de usar), 1/2 xícara de passas sem semente, 1 xícara de nozes picadas. Coloque a metade das nozes e passas na massa (fundo), arrume as maçãs e depois o restante das nozes e passas por cima. Prepare um creme, enquanto pré-aquece o forno médio: 1 lata de leite condensado+ 1 lata de creme de leite+ 2 gemas+ essência de baunilha => leve ao fogo baixo até começar a engrossar um pouquinho e despeje sobre as maçãs. Asse por uns 40 minutos. Sirva morna ou fria, com ou sem chantilly. Recebi a receita da D. Lourdes, que assistiu na TV, mas não sei a quem dar os créditos (bem, o autor, sinta-se beijado/a!)
E continuo a escrever no Facebook, indignada com os rumos de nossa política, que não sai do lugar.
Enfim, quando não se quer resolver nada, se forma uma Comissão.
Abraços!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Cenário Natalino - vila inglesa antiga

Há alguns anos comprei uma revista usada num sebo próximo à minha casa (Holiday Crafts - 1995) e me encantei com a linda vila vitoriana feita em madeira MDF, compondo um cenário natalino de sonhos.
Resolvi seguir os moldes e fazê-las em papelão reciclado, usando caixas de sapatos e de mudança, para fazer as casinhas e o cenário. Os moldes senguem abaixo, com as medidas que coloquei para melhor acompanhamento.

Os moldes são ótimos e utilizei estilete, cola quente, cola branca para colar os padrões das entradas das casinhas, papel vegetal para simular os vidros das janelinhas que fiz vazadas, massa corrida para corrigir pequenas imperfeições, tinta guache ou acrílica para a pintura das bases, canetinhas hidrográficas para pintar os padrões, isopor picado para simular neve e luzinhas de Natal.
Os padrões foram xerocopiados, recortados, pintados e colados nas respectivas partes das casinhas (frente da escola, da igreja, da padaria, da lojinha, do açougue, chaminés, laterais,etc).
Ao todo são cinco casinhas, que podem ser multiplicadas, de acordo com o espaço disponível. No meu caso, decidi colocar apenas as cinco casas do modelo e ir modificando conforme as ideias venham a aparecer.

 Recortei algumas janelinhas e simulei vidro com o papel vegetal pintado (como um vitral). Inseri as lampadas do fio de pisca-pisca (tipo pequeno) nas casinhas e fiz alguns furos no cenário do fundo, colocando algumas luzinhas por detrás, para parecerem estrelas à noite. Ainda quero melhorar o cenário, colocando postes, caminhos e pessoas, mas ainda tenho tempo, até a chegada do Natal.
Esta foi minha interpretação com material reciclado de uma vila inglesa antiga.













Pãozinho doce

Ingredientes:
4 tabletes de fermento fresco para pão ou 1 envelope de fermento biológico seco
1 copo simples (americano - 190 ml) de leite
canela em pau, erva doce (1 colher de café), 4 sementes de cardamomo, alguns cravos da Índia
1 lata de leite condensado
3 ovos inteiros
4 colheres (sopa) de manteiga sem sal
1 colher (chá rasa) de sal
6 e 1/2 a 7 xícaras (de 150 ml) de farinha de trigo (+ ou menos 700 g)
1 xícara (chá) de uva passa sem semente ou de frutas cristalizadas, ou ambas misturadas
1 ovo para pincelar
Modo de preparo:
Ferva o leite com as especiarias, espere amornar e coe. Dissolva o fermento neste leite morno.
Misture na batedeira o leite condensado, os ovos, a manteiga e o sal, batendo bem; junte depois o leite com o fermento batendo um pouco mais.
Se a sua batedeira bater massa pesada (trocar para o batedor próprio) acrescente aos poucos a farinha, observando para que não fique duro, sendo preferível tirar a massa mais mole e depois, numa superfície enfarinhada, ir colocando a farinha necessária para dar o ponto de massa macia, que desgrude das mãos. Acrescente as passas ou as frutas cristalizadas e amasse mais um pouquinho, para incorporar.
Divida a massa em dois montes, faça duas salsichas e corte cerca de 16 pãezinhos, formando bolinhas de mesmo tamanho rolando na superfície.
Deixe as bolinhas descansarem em assadeira untada, até que dobrem o tamanho (minha massa demorou 2 horas); pincele com ovo batido e asse em forno pré-aquecido (200 º C) por cerca de 25 a 30 minutos (depende do forno).

 Aqui em casa uma gosta de passas, outra gosta de frutas cristalizadas, então fiz meio a meio.

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