segunda-feira, 7 de abril de 2014

Lento retorno...

Desde o final do ano passado eu vinha enfrentando algumas crises pessoais e de saúde. Desta maneira, deixei o blog de molho, até que eu pudesse retornar.
No dia 17 de março de 2014 finalmente realizei uma cirurgia delicada, para a remoção da minha glândula suprarenal esquerda, Fiquei uma semana da UTI e cerca de 2 semanas e meia em casa sem condições de fazer nada.
Minhas pequenas filhas tiveram que entrar no circuito e passaram a colaborar no serviço doméstico. Meus amigos e minha família (meus irmãos e minhas cunhadas) me deram super apoio e graças a este carinho todo hoje estou melhor.
Lamento dizer que a orientação médica do ambulatório deixou em muito a desejar, que subestimou as sequelas e o pós-operatório, mesmo eu expressando em consulta que estava insegura e que tinha medo. A resposta:"-Nãããão, não esquenta! Você vai ficar dois dias no hospital e depois vai pra casa(!!!).
 Muitos cirurgiões têm a má fama de serem frios e impessoais, mas o cirurgião e sua equipe foram extremamente carinhosos e preocupados comigo. E também recebi a explicação e orientação de um amigo médico, que ficou preocupado com as sequelas da cirurgia. Senti que deveria ter recebido estas informações antes, para poder ter me preparado melhor.
O pós-operatório foi horrível, mas felizmente as coisas já estão caminhando para a normalidade.
Disso tudo, tiro a conclusão que é necessário fazer o que se gosta também, pois nossa vida pode passar em um instante, na mesa da cirurgia.
Desejo a todos os amigos muita saúde, muito ânimo, muita coragem, pois sem eles não fazemos nada, não criamos, não vivemos.
Que todos os dias que me restarem sejam de alegria e não apenas de sobrevivência, como o têm sido até então.
Que eu volte a sentir alegria em desenhar, pintar, cozinhas e mexer com as mãos, pois eu mereço, afinal de contas.

sábado, 11 de janeiro de 2014

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dia de Reis

Fecha hoje, 6 de janeiro o ciclo das comemorações natalinas, considerado pelo calendário cristão como o Dia de Reis, o dia em que três sábios (magos), guiados por uma brilhante estrela nos céu, chegaram à manjedoura onde se encontravam Maria, José e o bebê Jesus.
O simbolismo da procura pelo Bem, atravessando o deserto (o nosso deserto interno) e deixando as vaidades (afinal eram sábios), para adorarem o mais humilde. Segundo algumas pesquisas, eram Belchior, Gaspar e Baltazar sacerdotes da religião zoroástrica (Pérsia), daí "vindos do oriente".
Extraído da Wikipédia:
"A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mateus 2:10). "Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro pode representar a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito Antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19:39-40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos."

"No Brasil esta tradição é comemorada com doces e comidas típicas das regiões. Há ainda festivais com Companhias de Reis (grupo de músicos e dançarinos) que cantam músicas referentes ao evento, as conhecidas festas da Folias de Reis."

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2.º dia do ano: garimpando livros no sebo

No segundo dia do ano eu saio da toca e timidamente me aventuro no bairro mais calmo, com menos gente e carros, sem corre-corre de horário apertado, só para bater pernas e comprar uma coisa ou outra, ou não.
Gosto de passar no Sant´Anna Sebo, na Rua Salete, para garimpar alguma coisa. Hoje encontrei dentre os livros que levei um que me faz parte da memória de infância e a de muita gente : "A Alegria de Cozinha", da Helena Sangirardi, 1960, Livraria Martins Editora, Rio de Janeiro.

Cresci vendo as figurinhas da cozinheira em cada capítulo, imaginando a cena como um desenho animado de uma imagem só!

E foi através deste livro que eu comecei a pegar gosto por cozinhar, por ser fácil de compreender, mesmo para uma criança (o que não quer dizer que não tenham havido desastres na cozinha).
Peguei o livro com um carinho nostálgico e reparei que ele foi escrito e editado nos mesmos moldes dos livros estrangeiros da década de 50, inclusive imitando a paginação dos antigos de Julia Child.
Num dos capítulos sobre aves, Helena Sangirardi ensina de maneira bem explícita como matar e preparar um peru para o Natal!(lembram-se do filme Julie&Julia, da cena da lagosta e da cena de como desossar um pato?). Coisas do tempo em que a dona de casa tinha um quintal, onde poderia fazer o sacrifício da ave, contando-lhe o pescoço e colocando-a de cabeça para baixo, para escoar todo o sangue (minha avó Cecília fez muito isso com patos e galinhas, o que me mantinha afastada do local nestas ocasiões...).
Hoje, eu pego o livro mais como um carinho pelo lado gostoso do passado. Ele tem seus méritos pelo pioneirismo, embora nós contemporâneos possamos achá-lo incompleto de algumas informações precisas: essas informações básicas, que achamos faltar, as mulheres daquela época sabiam instintivamente, não precisavam de "A junta com B e junta com C para dar D"; "forno alto" no fogão Cosmopolita era um só, etc...
À Helena Sangirardi, onde quer que esteja, meu beijo em seu coração e meu obrigado pela tarde de leitura deliciosa.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Torta de massa gravatinha com ricota e frango

O primeiro preparo de 2014 foi feito por gula mesmo. Decidi fazer macarrão gravatinha para o meu almoço e vistoriei a geladeira, encontrando uma ricota, filezinhos de frango (sassami), pimentões, cebola, tomate, iogurte natural. Quer saber? Preparo um pouco a mais e transformo num recheio de torta.
A massa é a nossa amiga de sempre (para uma medida de farinha em gramas, use metade de manteiga, mais 1 ovo e se necessário algumas colheres de água gelada -> bata no processador, faça uma bola e leve pra gelar um pouco, até preparar o recheio).
Esmaguei uma ricota com um pote de iogurte natural+1 colher (sopa) de mostarda em grãos+uma pitada de sal+uma pitada de estragão (hummm! faz uma diferença louca na mistura!)+uma pitada de noz-moscada. Acrescentei à esta mistura um punhado de nozes+avelãs+amêndoas trituradas.Reservei.
Cozinhei 2 xícaras (chá grande) de macarrão gravatinha (farfale) e reservei.
Cozinhei 4 filezinhos de peito de frango e os desfiei.
Piquei uma cebola média, 1/4 de pimentão amarelo, 1/4 de pimentão vermelho e 1 tomate; refoguei um pouco e acrescentei o frango desfiado; acrescentei metade de uma lata de milho verde cozido no vapor e um pouco de salsa picada no final e desliguei o fogo. Misturei o macarrão.(Bom, eu separei um pouco deste macarrão para almoçar, acrescentei uma colherada da ricota esmagada e temperada e acompanhei com uma taça da champanhe da virada de ano).
Aqueci o forno a 210ºC, untei um refratário médio, abri a massa em superfície enfarinhada, deixando-a bem fininha, forrei a forma (fundo e laterais) ajudando com a mão e coloquei sobre ela o macarrão; sobre o macarrão, arranjei a ricota temperada e levei para assar por uns bons 35 minutos (verifiquei o ponto através do refratário, a massa deve estar levemente dourada).
Muito calórico? Sim!! Mas, como falei, hoje quem mandou foi a gula.


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