segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dia de Reis

Fecha hoje, 6 de janeiro o ciclo das comemorações natalinas, considerado pelo calendário cristão como o Dia de Reis, o dia em que três sábios (magos), guiados por uma brilhante estrela nos céu, chegaram à manjedoura onde se encontravam Maria, José e o bebê Jesus.
O simbolismo da procura pelo Bem, atravessando o deserto (o nosso deserto interno) e deixando as vaidades (afinal eram sábios), para adorarem o mais humilde. Segundo algumas pesquisas, eram Belchior, Gaspar e Baltazar sacerdotes da religião zoroástrica (Pérsia), daí "vindos do oriente".
Extraído da Wikipédia:
"A estrela, conta o evangelho, os precedia e parou por sobre onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mateus 2:10). "Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro pode representar a realeza (além providência divina para sua futura fuga ao Egito, quando Herodes mandaria matar todos os meninos até dois anos de idade de Belém). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito Antigo, nos remete ao gênero da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19:39-40), sendo que estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos."

"No Brasil esta tradição é comemorada com doces e comidas típicas das regiões. Há ainda festivais com Companhias de Reis (grupo de músicos e dançarinos) que cantam músicas referentes ao evento, as conhecidas festas da Folias de Reis."

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

2.º dia do ano: garimpando livros no sebo

No segundo dia do ano eu saio da toca e timidamente me aventuro no bairro mais calmo, com menos gente e carros, sem corre-corre de horário apertado, só para bater pernas e comprar uma coisa ou outra, ou não.
Gosto de passar no Sant´Anna Sebo, na Rua Salete, para garimpar alguma coisa. Hoje encontrei dentre os livros que levei um que me faz parte da memória de infância e a de muita gente : "A Alegria de Cozinha", da Helena Sangirardi, 1960, Livraria Martins Editora, Rio de Janeiro.

Cresci vendo as figurinhas da cozinheira em cada capítulo, imaginando a cena como um desenho animado de uma imagem só!

E foi através deste livro que eu comecei a pegar gosto por cozinhar, por ser fácil de compreender, mesmo para uma criança (o que não quer dizer que não tenham havido desastres na cozinha).
Peguei o livro com um carinho nostálgico e reparei que ele foi escrito e editado nos mesmos moldes dos livros estrangeiros da década de 50, inclusive imitando a paginação dos antigos de Julia Child.
Num dos capítulos sobre aves, Helena Sangirardi ensina de maneira bem explícita como matar e preparar um peru para o Natal!(lembram-se do filme Julie&Julia, da cena da lagosta e da cena de como desossar um pato?). Coisas do tempo em que a dona de casa tinha um quintal, onde poderia fazer o sacrifício da ave, contando-lhe o pescoço e colocando-a de cabeça para baixo, para escoar todo o sangue (minha avó Cecília fez muito isso com patos e galinhas, o que me mantinha afastada do local nestas ocasiões...).
Hoje, eu pego o livro mais como um carinho pelo lado gostoso do passado. Ele tem seus méritos pelo pioneirismo, embora nós contemporâneos possamos achá-lo incompleto de algumas informações precisas: essas informações básicas, que achamos faltar, as mulheres daquela época sabiam instintivamente, não precisavam de "A junta com B e junta com C para dar D"; "forno alto" no fogão Cosmopolita era um só, etc...
À Helena Sangirardi, onde quer que esteja, meu beijo em seu coração e meu obrigado pela tarde de leitura deliciosa.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Torta de massa gravatinha com ricota e frango

O primeiro preparo de 2014 foi feito por gula mesmo. Decidi fazer macarrão gravatinha para o meu almoço e vistoriei a geladeira, encontrando uma ricota, filezinhos de frango (sassami), pimentões, cebola, tomate, iogurte natural. Quer saber? Preparo um pouco a mais e transformo num recheio de torta.
A massa é a nossa amiga de sempre (para uma medida de farinha em gramas, use metade de manteiga, mais 1 ovo e se necessário algumas colheres de água gelada -> bata no processador, faça uma bola e leve pra gelar um pouco, até preparar o recheio).
Esmaguei uma ricota com um pote de iogurte natural+1 colher (sopa) de mostarda em grãos+uma pitada de sal+uma pitada de estragão (hummm! faz uma diferença louca na mistura!)+uma pitada de noz-moscada. Acrescentei à esta mistura um punhado de nozes+avelãs+amêndoas trituradas.Reservei.
Cozinhei 2 xícaras (chá grande) de macarrão gravatinha (farfale) e reservei.
Cozinhei 4 filezinhos de peito de frango e os desfiei.
Piquei uma cebola média, 1/4 de pimentão amarelo, 1/4 de pimentão vermelho e 1 tomate; refoguei um pouco e acrescentei o frango desfiado; acrescentei metade de uma lata de milho verde cozido no vapor e um pouco de salsa picada no final e desliguei o fogo. Misturei o macarrão.(Bom, eu separei um pouco deste macarrão para almoçar, acrescentei uma colherada da ricota esmagada e temperada e acompanhei com uma taça da champanhe da virada de ano).
Aqueci o forno a 210ºC, untei um refratário médio, abri a massa em superfície enfarinhada, deixando-a bem fininha, forrei a forma (fundo e laterais) ajudando com a mão e coloquei sobre ela o macarrão; sobre o macarrão, arranjei a ricota temperada e levei para assar por uns bons 35 minutos (verifiquei o ponto através do refratário, a massa deve estar levemente dourada).
Muito calórico? Sim!! Mas, como falei, hoje quem mandou foi a gula.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Bacalhau Gratinado

Nossa querida chef Sandra Maria Furghieri Bylaardt, do blog Cozinha Santa, publicou uma postagem sobre dessalga rápida de bacalhau, juntamente com uma receita linda e deliciosa.
Aqui em casa, somente eu e minha filha Helena comeríamos o bacalhau, então comprei somente um pouquinho, uma bandejinha de retalhos de bacalhau para experimentar a dessalga de Sandra e fiquei impressionada com a facilidade do procedimento!Não fiz a receita de Sandra, que você vai encontrar no link abaixo:

http://cozinhasanta.blogspot.com.br/2013/12/bacalhau-de-forno-com-dessalga-ultra.html
…mas com o procedimento aprendido preparei meu bacalhau gratinado, que rendeu tanto que tive que congelar!
Os ingredientes são os de uma bacalhoada tradicional, porém substituí as azeitonas por fundo de alcachofras picados e o creme de leite por iogurte natural.
Meu bacalhau gratinado:
1 bandejinha de retalhos de bacalhau
500 g de batatas
1 cebola média picada
meio pimentão amarelo picado
meio pimentão vermelho picado
3 ovos cozidos duros picados
3 fundos de alcachofra picados
meia xícara (chá) de cheiro verde picado
4 colheres de óleo ou azeite
1 pote de iogurte natural
3 tomates picados
farinha de rosca misturada com queijo parmesão, para gratinar
Ferva em uma panela grande bastante água, desligue o fogo e mergulhe os retalhos de bacalhau, deixando-os no máximo por 5 minutos. Retire o bacalhau, aproveitando a água para cozinhar as batatas. Desfie o bacalhau, pique as batatas e reserve.
Refogue em uma panela grande a cebola, os tomates, o bacalhau desfiado, os pimentões, a alcachofra picada. Coloque uma xícara de água e deixe cozinhar um pouco (10 minutos), acrescentando o cheiro-verde. Prove o sal (provavelmente não será necessário corrigir). Acrescente o iogurte, os ovos picados e as batatas cozidas e picadas em cubinhos, dando uma leve mexida e já desligando o fogo.
Coloque essa mistura num refratário médio, alise e polvilhe farinha de rosca com parmesão. Leve ao forno médio alto (210ºC) para gratinar.
Se você quiser, pode substituir o iogurte por requeijão cremoso.
Se for congelar, é melhor não acrescentar as batatas, deixando como um recheio, que poderá ser utilizado em tortas e empadas.
Eu, assim como Sandra, “não acreditei muito” na dessalga rápida, mas funcionou bem e em 1h30min eu já estava com o prato preparado. Você também “não acredita muito”? Então faça como eu e compre uma bandejinha de retalhos de bacalhau (de boa qualidade, lógico!): você não vai perder nada e ainda terá um recheio delicioso feito em pouquíssimo tempo.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Tronco de Natal (Buche de Noel)

Trata-se de um rocambole preparado para a ocasião do Natal e é moldado em forma de tronco de árvore. O meu levou paçoquinha na massa do pão-de-ló, mousse de creme de avelãs no recheio e foi enfeitado com ganache e frutinhas (groselhas).
Pão-de-ló:
6 ovos separados, claras batidas em neve firme
6 colheres (sopa) de açúcar
3 paçoquinhas de rolha esfareladas e mais 4 ou 5 colheres (sopa) de farinha de trigo, o bastante para preencher uma xícara de capacidade de 250 ml.
2 colheres (sopa) de chocolate em pó ou cacau
1 e 1/2 colher (chá) de fermento em pó
pitada de sal
essência de sua preferência (baunilha, rum, avelã, chocolate…)
Mousse de avelãs:
1 xícara (250 ml) de creme vegetal para bater chantili, tipo Hu-lá-lá, Amélia..-> Bater até obter consistência leve
1/2 pote de creme de avelãs com cacau (190 g)
Misture o chantili com o creme; isso irá emulsionar a mistura e formará uma mousse, que deverá ser macia suficiente para ser espalhada; se ficar muito dura adicione às colheradas creme de leite ou o creme vegetal não batido. Reserve.
Ganache:
170 g de chocolate meio amargo
1 caixinha de creme de leite ou creme vegetal para chantili
Derreta o chocolate no microondas (1 minuto em PA), deixe esfriar um pouco e adicione o creme de leite aos poucos até obter o ponto de espalhar sobre o rocambole. Reserve.
Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180º C, unte uma forma retangular (30 X 40 cm) e forre o fundo com papel manteiga untado. Reserve.
Bata as gemas com o açúcar para formar um creme fofo e esbranquiçado. Junte às colheradas a mistura de farinha e paçoquinha, mexendo com a colher. Adicione o sal, a essência e o chocolate em pó, misturando.
Adicione 1/3 das claras em neve à massa, misture para torná-la mais fácil de manusear e aos poucos coloque o restante das claras em neve, sempre com cuidado para não “desmontar” a estrutura da massa. Coloque o fermento em pó e misture levemente; espalhe a massa na forma forrada, bata-a levemente na mesa para as bolhas de ar subirem e leve a assar por cerca de 15 minutos, quando então as bordas do pão-de-ló começarão a se soltar.
Retire do forno e vire-o sobre um pano de pratos polvilhado com açúcar. Tire o papel manteiga e com cuidado enrole-o com o pano, deixando na forma de rocambole até esfriar. Você poderá enrolar no sentido do comprimento ou da largura, dependendo da forma e tamanho que quiser deixar seu rocambole.
Depois de frio, desenrole a massa e espalhe por cima a mousse de avelãs (seja generosa: é Natal!). Enrole novamente com cuidado e coloque o rocambole no prato de servir.
Proteja as laterais do prato com tiras de papel manteiga, pois agora você cobrirá o “tronco” com a ganache, formando riscos e falhas características. Retire o papel, enfeite com frutinhas e deixa na geladeira até a hora de servir.

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