Eu tenho encontrado cada vez menos explicação para a solidão que nos assola, principalmente a nós mulheres.
Por mais que estejamos engajadas em alguma causa ou que nos mantenhamos como protótipos de boa dona de casa tradicional, vejo cada vez mais mulheres comentando a solidão a dois de seus relacionamentos, a falta de apoio por parte de seus companheiros, a falta de carinho de seus filhos, a sensação de não saber quem realmente é.
O pior de tudo, a meu ver, são os psicologismos aplicados à mulher, pronunciados por "entendedores da natureza feminina", como se alguém pudesse entender a natureza de outro ser, muito mais de uma mulher.
Já ouvi muitas coisas (besteiras na sua maioria) nos meus 54 anos: que as mulheres sofrem porque abusaram do poder há milênios atrás e que agora estão sendo punidas, que somos santificadas e por isso temos o dever de nos sacrificar por outros, etc,etc,etc...
Hoje morreu a mulher que era mantida refém de seu próprio ex-marido, um imbecilóide imaturo que acredita no "eu quero!quero!quero!", machão de quinta categoria que não sabe nem limpar as próprias cuecas. Morreu porque o imbecilóide "não aceitava a separação".
Quantas de nós vivemos algum tipo de solidão, para não ser vítima, física ou emocionalmente? E não digo que é uma mulher da classe A,B C ou D. Mulheres competentes, inteligentes, afetuosas, boas profissionais e mães também engrossas estas fileiras.
Acontece, a meu ver, que nós mulheres carregamos um danado dum chip dentro de nossas células, que quando resolve funcionar dispara a tal da culpa por tudo quanto é poro de nosso ser. A culpa do Canal da Mancha separar a Inglaterra da França, a culpa do filho ir mal na escola mesmo você ficando em cima na lição de casa, a culpa por existir.
Culpa por chorar, culpa por sentir culpa.
Aceitamos a chantagem de filhos pirracentos e temos dificuldade em dizer não.
Sem feminismos nem fanatismos, por favor.
O dia em que a mulher parar de sentir culpa por estar no mundo, também sentirá menos solidão. Pois finalmente verá que existem ao seu redor outras mulheres, que também abafam o seu choro para não parecer fraca ou mau exemplo.
Enquanto não conseguimos nos resolver, precisamos estar com outras mulheres que também queiram sair desta solidão.
Que minha amiga, que agora precisa de um abraço, o receba do fundo de meu coração.
Que ela saiba que todas nós choramos também, mas que queremos todas sorrir juntas.
E que o nosso choro seja também de alegria, tá?
Chorar só de tristeza não vale!
quinta-feira, 6 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Torta de Outono
Outono no Hemisfério Sul tem características um pouco diferentes daquelas do Hemisfério Norte, mas ainda assim é uma estação muito charmosa, não acham?
Muitas folhas caídas, muitas árvores florescendo e um friozinho gostoso, que faz com que as pessoas se vistam de maneira mais elegante, reparem bem.
Esta Torta de Outono será o "canto do cisne" de meu forno por pelo menos 1 mês, pois vou iniciar a dieta Dunkan pra valer na segunda-feira (juro que vou...).
Então, até lá, fica a receita:
Massa:
150 g de manteiga fria, cortada em cubinhos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 gema
2 colheres (sopa) de açúcar
6 colheres (sopa) de água gelada.
Passe tudo no processador, forme uma bola de massa, envolva com filme plastico e leve para gelar por 1 hora, enquanto prepara o recheio.
Recheio:
5 maçãs picadas, sem casca
100 g de damascos turcos, picados
um punhado de uvas passas pretas
1 fatia média de abóbora seca picada em pedacinhos
1 colher (sopa) de manteiga
1 ou 2 colheres (sopa) de açúcar demerara ou mascavo
pitada de noz moscada
pitada de cravo da Índia em pó
Leve tudo ao fogo lento, até dar uma leve amolecida (não deixe desmanchar). Acrescente 1 colher (sopa) de amido de milho (maisena) dissolvido, para dar uma liga. Utilize quando estiver frio, para não alterar a massa.
Montagem:
Divida a massa, abra dois discos, forre o fundo e laterais de uma forma refratária de +ou- 20 cm, fure a massa com o garfo, coloque o recheio frio, cubra com o outro disco de massa, aperte as bordas de maneira decorativa (aperte montinhos como se desse beliscão na massa), pincele com gema, fure a cobertura (para escapar o vapor do recheio).
Leve para assar em forno pré-aquecido por 20 minutos a 180ºC e depois mais 20 minutos a 160ºC (até dourar).
Sirva morna ou fria, com chantilly ou creme de leite (nata).
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Pombinho de feltro - Pentecostes
Gente, foi tudo improvisado, correndo, de última hora.
A professora de minha filha pediu uma ajuda na terça-feira, para confeccionar uns enfeites de Pentecostes, tais como aqueles que vemos no interior de São Paulo, tão lindos, e bolei, cortei e costurei 22 pombinhos, que representam o Espírito Santo. A professora Carla fez um fuxico com tecido sobre CD usado e colou o pombinho. Ofereceu aos alunos da sala, sendo que este aqui já está pendurado em minha porta.
Não estão bem acabados, uma vez que foram feitos muito rapidamente, mas ficaram bonitinhos no conjunto que a Carla arranjou.
As pecinhas separadas, aguardando o pesponto.
Os pombinhos costurados, aguardando os detalhes.
22 pombinhos arrulhando na mesa da cozinha!
Trabalho final da Carla.
domingo, 12 de maio de 2013
Ops! Confusões à vista!!
Não é de agora que estamos pedindo para a Sub-prefeitura de nosso bairro fazer um estudo sério sobre o fluxo de trânsito e a sinalização de nossa rua e aparentemente alguém lá no departamento de trânsito (engenharia) resolveu colocar em prática suas próprias ideias sobre o assunto.
Não que sejamos ingratos - oh! nada disso! - mas estas mudanças na mão de trânsito em um final de semana, com apenas um agente do CET para orientar um dos pontos críticos, deixando o outro ponto nevrálgico do tráfego totalmente descoberto, criou a maior confusão neste sábado na redondeza.
Solicitamos uma pequena rotatória neste cruzamento perigoso e a CET nos respondeu com um bloqueio de trânsito (com gelo baiano) e uma contra-mão que certamente será desrespeitada na segunda-feira pelos espertinhos de plantão.
(olha aí o "sspérrtu" tentando furar a fila e passar na frente de todo mundo)
(olha só a tamanho de fila que se formou, só hoje...)
(estreitamento de faixa na descida da rua)
Um retorno foi antecipado para uma rua que anteriormente tinha mão somente para descer (agora foi transformada em duas mãos). Conclusão: muitos carro continuaram a descer como se fosse apenas mão única, impedindo quem quisesse subir a rua para fazer o desvio.Muito mal planejado, sem prévio aviso na região que isso iria acontecer a partir desta data, o que pegou de surpresa todos os motoristas que circulam por ali.
Bem, vamos ver o que vai acontecer às 7 horas da manhã e às 18 horas da próxima segunda-feira, quando o povo sair para levar os filhos à escola...
(as placas de estacionamento proibido se multiplicaram com a nova mudança no trânsito)
No entanto, não vou ficar aqui somente jogando pedras na vidraça. Agradeço em nome dos pobres pedestres de minha rua as faixas colocadas neste cruzamento. Pelo menos, agora tem o lugar certo pro carro frear em cima da gente!! Alguém tem dúvida de que o carro vai passar mas o pedestre não?!
Tudo isso ocorre por conta da devastação que está sendo feita na Alameda Afonso Schmidt pelas construtoras e seus novos empreendimentos monstruosos e multimilionários, uma rua que antes era tranquila e que nunca comportou tamanho fluxo de automóveis.
Os prédios imensos se alastram mas as ruas e calçadas ao redor continuam estreitas, desde já mostrando não suportar o transito que foi criado recentemente.
Provavelmente a solução que a CET irá encontrar será mudar o nome de Alameda Afonso Schmidt (mataram todas as árvores mesmo!!) para Avenida Afonso Schmidt e pronto...está tudo resolvido!
Ah! E à propósito: alguém quer "alugar" o castelo da Família Monstro, abandonado, cheio de mato, ninho de ratos e criadouro de mosquitos da dengue??
sábado, 11 de maio de 2013
O Cidadão deve fazer a sua parte, mas a Prefeitura também a dela.
Esta foto foi tirada na Av. Basiléia, próximo ao n.º 175.
Muitas coisas ruins:
A calçada não é calçada, é uma escadaria. Cadeirantes não têm nem chance por ali, pedestres idosos andam pelo meio da rua e postes interrompem a passagem.
Para "ajudar a atrapalhar", a Sub-prefeitura instalou uma lixeira neste poste, impedindo a livre circulação.
É dever do cidadão manter sua calçada? Sim, é. Cortar o mato, tirar o lixo, fechar buracos.
Mas seria muito bom que houvesse um padrão para tanto, que não fosse feito de qualquer maneira. A Sub-prefeitura pode ajudar, orientando o morador sobre o melhor pavimento, a inclinação correta, etc.
E a Sub-prefeitura também poderia ajudar, não colocando postes no meio da calçada, nem lixeiras em lugares inusitados, como este que fotografo aqui.
Burrice administrativa, no mínimo.
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